Moradores de rua recebem ajuda para enfrentar o inverno

Ações de voluntários e da prefeitura amenizam as dificuldades sofridas neste período

Nina Leão

O outono e inverno são as estações de maiores dificuldades para os moradores de rua. As baixas temperaturas, principalmente noturnas são um desafio para as pessoas que passam as noites nas ruas.

O secretário de Desenvolvimento Social, Flávio Cheker explica que as complicações desta época do ano vão além das baixas temperaturas. “Mais do que sentir frio, que já é bastante sofrido para os moradores de rua, o inverno propicia também o aparecimento de doenças e debilita de modo geral a saúde destas pessoas”.

Em Juiz de Fora muitas empresas, entidades e pessoas isoladamente fazem campanhas do agasalho, arrecadando cobertores e vestimentas que auxiliem os moradores de rua a enfrentarem tal época do ano.

A dentista Luiza Maria Gomes há 6 anos realiza “campanhas do agasalho” por conta própria. Arrecada cobertores, casacos e calças dos vizinhos e distribui as roupas arrecadadas nas ruas da cidade. “Todo ano, eu e meu marido fazemos esta campanha. Os vizinhos e amigos já separam os agasalhos para esta ocasião”, conta Luiza.

A dentista costuma fazer uma sopa e distribuir com as roupas. A distribuição de  sopa é realizada todo  o ano. Segundo Flávio Cheker, “as campanhas feitas pelas pessoas e encaminhadas ao poder público são muito bem vindas e ajudam significativamente estas pessoas”.

brecho-doacao-roupas-moradores-rua-frioO secretário de desenvolvimento social chama a atenção para o fato de que, de um modo geral, as estações mais frias retiram as pessoas um pouco do trânsito na rua, o que diminuiu a esmola. “O ideal é de que as pessoas não deem esmola em nenhuma época do ano, já que a esmola é o principal contribuinte para a permanência das pessoas em situação de rua. Mas para os moradores que estão acostumados com isto, tal fator torna a permanência nas ruas no inverno mais sofrida”, avalia.

Marília Ferreira, ex cozinheira, moradora de rua, afirma que nas noites mais frias ela não consegue adormecer. “Já dormiu com frio? O corpo dói, o vento corta a pele. O inverno parece demorar um ano a passar”, conta.

Segundo Flávio Cheker, o maior desafio do poder público é o de conscientizar os moradores de rua a aceitarem os serviços oferecidos pela prefeitura, pernoitarem nos abrigos, terem acesso às condições, sobretudo noturnas de sobrevivência.

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